Sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
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Histórico

  A ocupação da região se deu originariamente pela penetração de bandeirantes, sertanistas e monçoeiros que buscavam ouro, caçavam índios e se aventuravam na conquista de novas riquezas. Antes, era ocupada pelos Terenas e Kaiowás que habitavam, até o século XVIII, a área do território do atual Mato Grosso do Sul que se estendia desde os campos de Maracaju até a margem direita do Rio Paraná.

Tal como as demais regiões do Estado, a ocupação também pode ser explicada a partir das transformações que ocorreram em seu território. O percurso dos conquistadores em suas arriscadas penetrações, durante o século XVIII, por um lado, passaram a exigir pontos de apoio nas viagens de ida e volta. Estes pontos se tornaram posteriormente locais de fixação do homem na Região.

A exploração da erva-mate trouxe importantes mudanças na fisionomia social e econômica regional, produzida em escala comercial, e destinada à exportação, principalmente para os países da bacia da prata, deram impulso à economia estadual no início do século XX. As plantações da Companhia Mate Laranjeira ocupavam uma vasta extensão territorial que ia desde as margens do rio Brilhante e rio Ivinhema, ao norte; o Paraná, a leste; o Iguatemi, a sul e o rio Dourados e a serra do Amambai, a oeste. Desse modo, parte da Região em estudo integrava a área daquela empresa.

A origem da maioria dos municípios que compõem a Região é decorrente dos desmembramentos territoriais ocorridos em Ponta Porã e Amambai.

Em 1955, o capitão João Paulo Cabreira e Geraldo Fernandes Fideles, proprietários de extensas glebas de terras, entendem-se com migrantes oriundos do Paraná e São Paulo e lhes cedem lotes de terra, para estabelecerem-se. Reservaram anteriormente uma área para a instalação de um novo povoado. Floriano Carminatti foi o primeiro morador, e em 1958, rezou-se a primeira missa por um padre da Congregação do Verbo Divino e por volta de 1959, Antonio de Melo Gonçalves instalou a primeira casa comercial.

Por volta de 1960 chegam em Itaquiraí as primeiras famílias, para fazer a abertura de áreas da fazenda de propriedade da Companhia Mate Laranjeira, dando início ao Patrimônio de Itaquiraí, recebendo este nome devido ao grande número de pedras redondas que aqui foram encontradas (Ita = pedra e quiraí = redonda). Itaquiraí foi elevada a Distrito de Ponta Porã pela Lei n. 2.111, de 26 de dezembro de 1963, passando posteriormente a ser Distrito de Amambai e Iguatemi.

Em 12 de maio de 1980, desmembrado do Município de Iguatemi pela Lei n. 75 e sua emancipação política-administrativa foi assinada em 13 de maio de 1980 pelo então governador Marcelo Miranda Soares.

Em 1989, Itaquiraí vive um momento histórico que muda totalmente o perfil sócio-econômico com o processo de Reforma Agrária a partir da luta dos trabalhadores rurais sem terra que são assentados conforme quadro a seguir

Assentamento Rural

Área (ha)

Número de Estabelecimentos

Data de criação

Distância da Sede (km)

Indaiá

7.340,6719

633

20.10.89

Área da sede

Sul Bonito

6.375,9385

421

09.10.96

04

Guaçu

2.678,9794

134

29.12.97

70

Santa Rosa

4.048,1606

200

29.12.97

70

Tamakavi

3.383,5670

120

04.12.98

45

Boa Sorte

1.498,0306

65

23.12.98

55

Aliança

1.101,6902

38

29.12.00

04

Lua Branca

2.425,3962

124

03.04.01

1,5

Total

28.852,4344

1.735

-

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  O seu primeiro prefeito foi Antonio Alves Martins (13.05.1980 a 28.02.1983) e seus sucessores Sebastião Santos Tomazelli (01.03.1983 a 31.12.1988), Renato Tonelli (01.01.1989 a 31.12.1992), Marcio Giovane Tomazelli (01.01.1993 a 31.12.1996), Renato Tonelli (01.01.1997 a 04.10.2000), Rui Felipe Kooper (05.10.2000 a 31.12.2000), Edson Vieira (01.01.2001 a 31.12.2004) e Sandra Cardoso Martins Cassone, com o mandato a partir de 01.01.2005.

 

                                                                       Clima

 

A região onde se situa o município de Itaquiraí está sob o predomínio do clima Aw, nas proximidades da faixa de transição para o clima Cfa.

Segundo Köppen, o clima Aw é caracterizado como tropical chuvoso de Savana, onde a temperatura de todos os meses é maior que 18ºC e a precipitação do mês mais seco é inferior a 60mm.

O clima Cfa é definido como temperado chuvoso subtropical, onde a temperatura do mês mais frio esta entre 18ºC e – 3ºC. A estação seca é definida e coincide com o inverno do hemisfério sul. Apresenta quatro meses com temperaturas maiores que 10ºC, sendo a temperatura do mês mais quente superior a 22ºC.

Portanto, o clima na região de Itaquiraí é caracterizado como Eumesoxérico “subtropical do sul do Mato Grosso do Sul”. Distingue-se pela alternância de período seco e frio (entre maio e agosto, com média de 14ºC em junho) e período quente e úmido (entre novembro e fevereiro, com média de 25ºC), sendo que nos extremos verificam-se mínimas inferiores a 0ºC (meses de junho e julho) e máximas superiores a 37ºC (mês de fevereiro). O regime pluviométrico apresenta-se com duas estações bem definidas. A chuvosa, concentrada no verão, e seca, no inverno. As precipitações anuais na região variam entre 1.200 e 2.300mm com déficit hídrico durante o inverno e primavera (4 a 6 meses).

Essa variação climática interfere nas decisões sobre a exploração agrícola a ser desenvolvida em cada um dos períodos acima referido. Entre o outono e o inverno desenvolvem-se culturas denominadas de inverno, como é o caso do milho-safrinha, do feijão-da-seca, do amendoim, entre outras. Essa é também a época em que as pastagens, principalmente as do gênero Brachiária que predominam na região, apresentam os menores rendimentos do ano, não suportando mais que uma unidade animal por hectare. Entre os períodos de primavera e verão, concentram-se as culturas de soja, algodão, mandioca, feijão-das-águas, arroz e milho. As pastagens nesse período são mais ricas em nutrientes e aumentam a sua capacidade de suporte.

Em resumo, a variação mesoclimática do município de Itaquiraí, apresenta clima úmido a sub-úmido, índice efetivo de umidade com valores anuais variando de 40 a 60. A precipitação pluviométrica anual varia entre 1.400 a 1.700mm anuais, excedente hídrico anual de 800 a 1.200mm durante 7 a 8 meses e deficiência hídrica de 200 a 350mm durante 3 meses. A temperatura média do mês mais frio está entre 14ºC e 15ºC. Há ocorrência de geadas.

 

 

 

 

Hidrografia

 

O município de Itaquiraí localiza-se ao sul do Estado de Mato Grosso do Sul, pertence e insere-se na bacia hidrográfica do rio Paraná (figura 03), e sub-bacia do rio Amambai.

O rio Paraná, limite à leste, possui no trecho em referência o Estado do Paraná.

O rio Amambai faz limite ao norte e tem no seu curso o município de Naviraí; os córregos Paternum e Jari se estendem na divisa oeste tendo como limite o município de Iguatemi e o córrego Pirajuí na divisa sul tem no seu curso o município de Eldorado. Os principais afluentes do rio Paraná, na região em estudo, são os rios Amambai, Maracaí e os córregos Guaçu, Itaquiraí (2) e Pirajuí. Os córregos Paternum, Itaquiraí (1) Pirapó, Boi-Corá, Carpa, Três de Maio, Jari, Guavirá, Cai-Cuê, São Luiz e Santa Adelaide, que nascem dentro do município pertencem às sub-bacias hidrográficas dos rios Amambai e Maracaí e do córrego Itaquiraí (2).

 

·      Os principais rios do Município são:

Rio Paraná: é o principal rio da região, divisa natural entre o Município de Itaquiraí e o estado do Paraná. Suas águas banham a parte leste do Município, deslizam no sentido norte - sul em relação e posição geodésia;

Rio Amambai: localiza-se no extremo norte do Município, constituindo na divisa natural entre Itaquiraí e Naviraí. Afluente do rio Paraná corta o município no sentido leste – oeste; é o segundo rio em volume de água da bacia hidrográfica do Município;

Rio Maracaí: nasce no Município de Iguatemi, afluente do rio Paraná; é o rio que banha o maior número de propriedades, passando pelo Município no sentido leste – oeste, de grande importância pela sua posição estratégica, constitui-se no terceiro rio em volume de água.

·      Os principais córregos do Município são:

Córrego Guaçu: afluente do rio Paraná, passa pelo Município no sentido leste – oeste, é o córrego de maior extensão;

Córrego Itaquiraí 2: afluente do rio Paraná, passa ao sul do Assentamento Indaiá;

Córrego Pirajuí: situa-se ao sul, fazendo divisa com o Município de Eldorado.

Outros córregos nãoa parecem no mapa , porém existem os córregos Águas Claras e Salvadora

 

 

 

FONTE: PLANO M. DE DESNVOLVIMENTO RURAL DE ITAQUIRAÍ

  
  Prefeitura Municipal de Itaquiraí - Mato Grosso do Sul
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